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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sindicato denuncia TRIFIL por chantagear os trabalhadores e a sociedade com demissão em massa

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis e Calçadistas do Sul e Extremo Sul da Bahia - SINTRATEC, denuncia que na tentativa de continuar pagando salários aviltantes aos seus empregados, a TRIFIL - Itabuna utiliza-se de expedientes sórdidos. Demissões e chantagens contra os trabalhadores que se encontram em campanha salarial, são apenas alguns exemplos dessa conduta imoral e ilegal que a empresa vem adotando usando como justificativa os efeitos da crise econômica mundial. O SINTRATEC já contabilizou cerca de quinhentas demissões de operários na fábrica desde outubro de 2008.Essa postura de vítima da crise que a fábrica apresenta para a sociedade está se refletindo na mesa de negociação quando insiste em nivelar os ganhos dos trabalhadores ao Salário Mínimo, negando o pleito reivindicado pela categoria de reajuste nos salários de 20,48%, o que corresponde à variação no período do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do IBGE, além de produtividade e aumento real nas faixas salariais.É de conhecimento público, segundo por divulgação da grande imprensa, que o setor está passando incólume frente aos efeitos da crise mundial já que com a alta do dólar a expectativa é que as vendas aumentem dentro e fora do país. Segundo analistas, a elevação do dólar e conseqüentemente o realinhamento da moeda americana, se por um lado, eleva o faturamento nas exportações, por outro, inibe a importação de produtos acabados na Ásia (a grande queixa do setor), ampliando a competitividade no mercado interno. Neste cenário, o setor têxtil vem se expandindo em todo o país. Diante desse quadro de descaso e chantagens perpetradas pela TRIFIL, o SINTRATEC declarou que não aceitará esse discurso de vítima que visa prejudicar os trabalhadores. “Estaremos desempenhando nosso papel que é o de mobilizar a categoria por melhores salários e condições dignas de trabalho”, afirma Jéser Cardoso, presidente do SINTRATEC. Nas manifestações, reuniões e assembléias estamos conscientizando os trabalhadores sobre este importante momento de decisão sobre os salários e direitos com o intuito de intensificar a mobilização, unidade e participação, inclusive para uma possível paralisação da produção se necessário for. Para o presidente da entidade, os trabalhadores não podem pagar o preço da crise. “A partir de nossa atitude é que venceremos a truculência, o desrespeito, o descaso e a falácia patronal de que o país vive um momento de crise econômica e querem jogar a culpa da crise do capitalismo nas costas dos trabalhadores”, finaliza Jéser.

Com informações do SINTRATEC – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis e Calçadistas do Sul e Extremo Sul da Bahia

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