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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

GM pede mais tempo para definir situação dos 1.633 temporários

A direção da GM (General Motors) pediu mais tempo para ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano para definir a situação dos 1.633 trabalhadores temporários que estão em licença remunerada.
Para o sindicato, a postura da empresa é preocupante. A montadora foi procurada pelo Diário, mas afirma que não iria comentar nada enquanto houver negociação.
O sindicato diz que solicitou uma reunião com o presidente. "Mas os diretores falaram que só seria possível no próximo dia quatro. Não podemos esperar até lá porque os contratos começam a acabar logo depois do Carnaval. Desse jeito teremos que agir", diz.
Os temporários estão de licença desde o dia 19 de janeiro, quando o terceiro turno foi extinto pela GM.

MUNDIAL

- A montadora está em negociações com os governos da Alemanha, Reino Unido, Suécia, Canadá e Tailândia para obter uma ajuda financeira combinada de US$ 6 bilhões. O governo da Tailândia já indicou, neste mês, que não ajudará a unidade da GM no país.
"Eu reconheço as dificuldades que o setor enfrenta, mas nosso plano no momento é de não conceder assistência específica para companhias individuais", disse há alguns dias o primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajivao. A unidade tailandesa da montadora quer ajuda do governo para financiar um projeto de US$ 429 milhões no País. O governo da Coreia do Sul, por sua vez, reiterou, ontem, que não dará assistência financeira à unidade da GM no País, a GM Daewoo.
Em seu plano de viabilidade apresentando na terça-feira nos EUA, a montadora de Detroit disse que pretende economizar US$ 1,2 bilhão em suas operações na Europa e que a expansão na Ásia não terá continuidade sem a ajuda dos governos e de outras partes.
O grupo suspendeu os trabalhos de expansão em duas fábricas na Tailândia "indefinidamente" e disse que o crescimento das operações na Índia não é mais "autofinanciável".
Segundo a GM, 26 mil dos 47 mil cortes de empregos planejados ocorrerão fora dos EUA. A GM diz ainda que está reestruturando sua rede de vendas regional. A estratégia adotada pela empresa na Europa pode incluir parcerias com o governo alemão e outros países. A GM informa também que sua unidade deficitária Saab Automobile pode pedir concordata ainda este mês enquanto busca um comprador, uma decisão que depende do apoio do governo sueco.

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