DEM, um partido moribundo e com futuro incerto
Eles já foram PFL, Frente Liberal, PDS, Arena, UDN. Hoje, são DEM, ou Democratas, como se auto-intitulam. E depois dessa eleição, o que serão? Ninguém arrisca falar em fim do partido, mas as análises mais otimistas veem o partido saindo decididamente menor das urnas.
Em 2006, o DEM só elegeu um governador – José Roberto Arruda, do Distrito Federal, agora sem partido, sem mandato e sob investigação – e hoje tem apenas quatro candidatos próprios.
Pra piorar, na semana passada o presidente nacional do partido, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), foi acusado pelo delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa, de ser beneficiário do esquema. Já em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab teve um momento de destaque positivo até agora: quando foi eleito. Desde então, sucessivas pesquisas sobre seu governo apontam crescente insatisfação dos paulistanos.
Ruim para o DEM, ruim também para o candidato que o partido apoia na campanha presidencial, o tucano José Serra, que está à procura de um companheiro de chapa no partido aliado. Um dos nomes mais citados era o da presidente da Confederação Nacional da Agricultura e senadora Kátia Abreu. Mas ela preferiu repetir o caminho já seguido pelos tucanos Aécio Neves e Tasso Jereissati: pulou fora.
Tudo isso soletra inferno astral, na visão dos cientistas políticos.
“O Arruda ajudou a tornar a situação do DEM mais difícil. Fora isso, havia uma liderança nacional, o Kassab, cuja estrela parou de brilhar desde que ele tomou posse, e agora tem a lama jogada no Rodrigo Maia. A probabilidade de uma redução no tamanho da bancada é muito grande”, crê Marco Antônio Carvalho, da Fundação Getúlio Vargas.
”O que o DEM vai perder é o status de um dos dois ou três maiores partidos do país, como é hoje.”
Por enquanto, os cientistas ouvidos pelo Brasília Confidencial acreditam que ainda há espaço para um partido de direita no espectro político brasileiro. Mas não do jeito, ou com a falta de jeito, do DEM.
“É difícil falar em fim, porque o DEM nunca teve lá grande força. O partido vive um momento difícil, mas acho que o desafio dele é ter uma cara nacional, o que agora não me parece muito provável”, avalia Rui Tavares Maluf, professor de Ciências Políticas da Fundação Escola de Sociologia de São Paulo (Fesp).
Já para o professor de direito constitucional da Universidade de Brasília, Said Mamed, dependendo do tamanho do baque nas urnas o DEM deve fundir-se com outro partido para sobreviver.
”Não descarto que eles tentem se juntar com o PPS, que hoje é uma linha auxiliar da coligação do PSDB, ou com outra legenda. Partido algum sobrevive se não procurar ser forte nos governos estaduais e capitais”, sentencia Mamed.
Blog Tradução
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010

Metalúrgicos criam nova federação para fortalecer suas bases
Trabalhadores de diversos estados brasileiros escolheram a mesma data da Conclat (1º de junho) para formalizar a criação da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil, a FIT Metal.
A nova federação nasce filiada à União Internacional Sindical dos Metalúrgicos (UIS Metal) e à Federação Sindical Mundial (FSM). O presidente eleito, Marcelino Rocha, também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e região (MG), disse que a federação já nasce com prioridade de realizar ações conjuntas com as duas confederações da categoria existentes, seguindo o exemplo das próprias centrais sindicais.
Durante sua posse, Marcelino leu um manifesto, no qual estabeleceu as bases da nova entidade, cuja sede será na cidade de São Paulo. Também foram aprovadas cinco moções pelo plenário: de apoio ao fim do fator previdenciário e para que o Lula não vete o texto aprovado; defendendo a iniciativa dos governos brasileiro e turco para garantir o acordo com o Irã, e contestando a posição das grandes potências que querem a guerra; em solidariedade à Palestina e condenando o recente ataque de Israel, com o apoio dos Estados Unidos; em repúdio ao embargo a Cuba; e reafirmando a constitucionalidade do Decreto 4887, de regularização fundiária de comunidades remanescentes de quilombos – o decreto sofre questionamento por Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo Partido Democrata (DEM).
O plenário também aprovou o apoio da FIT Metal à pré-candidata Dilma Rousseff nas eleições 2010 e em seguida elegeu os 41 diretores que passam a integrar a mais nova federação do país.
Leia abaixo o manifesto lido pelo presidente da FIT Metal:
O Brasil vive um momento ímpar de sua história. Essa fase da vida nacional decorre de uma aposta da maioria do povo em um projeto político que leva em conta três pressupostos básicos:
1) Soberania combinada com autonomia nacional;
2) Desenvolvimento nacional com geração de emprego e distribuição de renda;
3) Ampliação da democracia, com mecanismos reais de incorporação de setores sociais historicamente marginalizados.
Não podemos retroceder. Se bem aproveitado, este momento histórico e rico da nação nos levará a avançar nas mudanças. Lutemos não só para obter e consolidar os direitos mais imediatos da classe operária — como também para intervir de forma consciente e incisiva nos rumos político, social e econômico do país.
A FITMETAL-Brasil nasce empunhando a bandeira da unidade, da combatividade e da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras — sobretudo dos metalúrgicos e das metalúrgicas. A unidade das centrais sindicais, coroada nesta data com a Conferência
Nacional das Classes Trabalhadoras, 29 anos depois da primeira conferência — é um exemplo a inspirar nossa atuação.
Nos estados e na esfera nacional, a tarefa dos sindicatos fundantes/filiados da FITMETAL-Brasil é grande: combater a sede de lucro dos patrões, que são cada vez mais gananciosos; combater a precarização, a rotatividade, a terceirização; combater
incansavelmente a ofensiva do capital contra a organização sindical, pelo direito de greve e contra os interditos proibitórios, contra o aliciamento de lideranças. É preciso organizar a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, pelo fim do fator previdenciário e pelo contrato coletivo nacional de trabalho.
A atuação classista da FITMETAL-Brasil romperá as fronteiras nacionais. Repudiará as guerras pela dominação e os bloqueios criminosos impostos por potências globais que infringem normas de convivência pacíficas. Buscará relações com entidades que, em qualquer parte do mundo, combatem a ofensiva imperialista.
Nossa marcha será pela livre e soberana autodeterminação dos povos — e nosso lema fortalecerá a consigna “proletários de todo o mundo uni-vos”!
Por uma FITMETAL classista, combativa e de luta!
Trabalhadores de diversos estados brasileiros escolheram a mesma data da Conclat (1º de junho) para formalizar a criação da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil, a FIT Metal.
A nova federação nasce filiada à União Internacional Sindical dos Metalúrgicos (UIS Metal) e à Federação Sindical Mundial (FSM). O presidente eleito, Marcelino Rocha, também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e região (MG), disse que a federação já nasce com prioridade de realizar ações conjuntas com as duas confederações da categoria existentes, seguindo o exemplo das próprias centrais sindicais.
Durante sua posse, Marcelino leu um manifesto, no qual estabeleceu as bases da nova entidade, cuja sede será na cidade de São Paulo. Também foram aprovadas cinco moções pelo plenário: de apoio ao fim do fator previdenciário e para que o Lula não vete o texto aprovado; defendendo a iniciativa dos governos brasileiro e turco para garantir o acordo com o Irã, e contestando a posição das grandes potências que querem a guerra; em solidariedade à Palestina e condenando o recente ataque de Israel, com o apoio dos Estados Unidos; em repúdio ao embargo a Cuba; e reafirmando a constitucionalidade do Decreto 4887, de regularização fundiária de comunidades remanescentes de quilombos – o decreto sofre questionamento por Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo Partido Democrata (DEM).
O plenário também aprovou o apoio da FIT Metal à pré-candidata Dilma Rousseff nas eleições 2010 e em seguida elegeu os 41 diretores que passam a integrar a mais nova federação do país.
Leia abaixo o manifesto lido pelo presidente da FIT Metal:
O Brasil vive um momento ímpar de sua história. Essa fase da vida nacional decorre de uma aposta da maioria do povo em um projeto político que leva em conta três pressupostos básicos:
1) Soberania combinada com autonomia nacional;
2) Desenvolvimento nacional com geração de emprego e distribuição de renda;
3) Ampliação da democracia, com mecanismos reais de incorporação de setores sociais historicamente marginalizados.
Não podemos retroceder. Se bem aproveitado, este momento histórico e rico da nação nos levará a avançar nas mudanças. Lutemos não só para obter e consolidar os direitos mais imediatos da classe operária — como também para intervir de forma consciente e incisiva nos rumos político, social e econômico do país.
A FITMETAL-Brasil nasce empunhando a bandeira da unidade, da combatividade e da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras — sobretudo dos metalúrgicos e das metalúrgicas. A unidade das centrais sindicais, coroada nesta data com a Conferência
Nacional das Classes Trabalhadoras, 29 anos depois da primeira conferência — é um exemplo a inspirar nossa atuação.
Nos estados e na esfera nacional, a tarefa dos sindicatos fundantes/filiados da FITMETAL-Brasil é grande: combater a sede de lucro dos patrões, que são cada vez mais gananciosos; combater a precarização, a rotatividade, a terceirização; combater
incansavelmente a ofensiva do capital contra a organização sindical, pelo direito de greve e contra os interditos proibitórios, contra o aliciamento de lideranças. É preciso organizar a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, pelo fim do fator previdenciário e pelo contrato coletivo nacional de trabalho.
A atuação classista da FITMETAL-Brasil romperá as fronteiras nacionais. Repudiará as guerras pela dominação e os bloqueios criminosos impostos por potências globais que infringem normas de convivência pacíficas. Buscará relações com entidades que, em qualquer parte do mundo, combatem a ofensiva imperialista.
Nossa marcha será pela livre e soberana autodeterminação dos povos — e nosso lema fortalecerá a consigna “proletários de todo o mundo uni-vos”!
Por uma FITMETAL classista, combativa e de luta!
terça-feira, 1 de junho de 2010
Movimento sindical e eleições de 2010
Aproximam-se as eleições de 2010. O povo brasileiro irá eleger o Presidente da República e o vice, os Governadores dos Estados e os vices, dois Senadores por Estado, Deputados Federais e Deputados Estaduais.
Após um período presidido por Collor e FHC - no qual o país se viu mergulhado em todas as mazelas do neoliberalismo – um novo período histórico se abriu com a eleição de Lula, em 2002. No final de 2010, Lula terminará o segundo mandato e deixará a Presidência da República. As eleições definirão quem o substituirá, o que significa dizer se haverá continuidade ou não do projeto desenvolvido nestes 8 últimos anos. Esse projeto não é tudo o que desejamos para o nosso país, mas sem dúvida, significa um avanço em relação ao projeto do Governo FHC. E acreditamos que a eleição de Dilma, e de outros candidatos para os demais cargos, que sejam seriamente comprometidos com os interesses do povo brasileiro, com a conseqüente pressão dos movimentos sindicais e populares, poderá nos levar a uma situação mais avançada ainda, com a aceleração da implantação do projeto de desenvolvimento, com ênfase na valorização do trabalho e na distribuição de renda.
É situado nesse contexto, que o movimento sindical precisa se posicionar. Muito influenciado pelo economicismo, o movimento sindical como um todo não conseguiu, em alguns momentos, jogar um papel decisivo nas campanhas eleitorais. Na de 2010, parece-me que jogará um papel importante. Um dos principais indicadores é a mobilização e a organização para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, a ser realizada no dia 1º de junho, em que dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras estarão reunidos no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para discutir propostas relativas ao projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda.
A realização desta Conferência é um primeiro passo importante. Mas, após a sua realização é necessário continuar o envolvimento das centrais, confederações, federações e sindicatos no processo eleitoral.Como as entidades sindicais são representativas dos interesses da classe trabalhadora, podem ter muito peso em todo o processo eleitoral.
Cabe a cada uma dessas entidades reunir todos os seus diretores e militantes e estabelecer um plano de trabalho cujo objetivo é o de envolver os trabalhadores e as trabalhadoras nas eleições.A classe trabalhadora precisa desenvolver a consciência da importância da sua participação e com isso, cada vez mais a consciência de classe em si irá se transformando em consciência de classe para si.
Na elaboração deste plano devem ser debatidas as atividades que devem ser desenvolvidas pelas entidades, do mês de junho até outubro. É um tempo curto, mas que se bem aproveitado, poderá trazer grandes frutos. Devemos colocar a nossa criatividade para desenvolver atividades que possam colocar o movimento sindical num outro patamar de importância , no nível que essas eleições exigem, pela sua relevância para o futuro do nosso país. Um retrocesso às políticas neoliberais poderá trazer graves conseqüências à qualidade de vida do povo brasileiro.
Aproximam-se as eleições de 2010. O povo brasileiro irá eleger o Presidente da República e o vice, os Governadores dos Estados e os vices, dois Senadores por Estado, Deputados Federais e Deputados Estaduais.
Após um período presidido por Collor e FHC - no qual o país se viu mergulhado em todas as mazelas do neoliberalismo – um novo período histórico se abriu com a eleição de Lula, em 2002. No final de 2010, Lula terminará o segundo mandato e deixará a Presidência da República. As eleições definirão quem o substituirá, o que significa dizer se haverá continuidade ou não do projeto desenvolvido nestes 8 últimos anos. Esse projeto não é tudo o que desejamos para o nosso país, mas sem dúvida, significa um avanço em relação ao projeto do Governo FHC. E acreditamos que a eleição de Dilma, e de outros candidatos para os demais cargos, que sejam seriamente comprometidos com os interesses do povo brasileiro, com a conseqüente pressão dos movimentos sindicais e populares, poderá nos levar a uma situação mais avançada ainda, com a aceleração da implantação do projeto de desenvolvimento, com ênfase na valorização do trabalho e na distribuição de renda.
É situado nesse contexto, que o movimento sindical precisa se posicionar. Muito influenciado pelo economicismo, o movimento sindical como um todo não conseguiu, em alguns momentos, jogar um papel decisivo nas campanhas eleitorais. Na de 2010, parece-me que jogará um papel importante. Um dos principais indicadores é a mobilização e a organização para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, a ser realizada no dia 1º de junho, em que dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras estarão reunidos no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para discutir propostas relativas ao projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda.
A realização desta Conferência é um primeiro passo importante. Mas, após a sua realização é necessário continuar o envolvimento das centrais, confederações, federações e sindicatos no processo eleitoral.Como as entidades sindicais são representativas dos interesses da classe trabalhadora, podem ter muito peso em todo o processo eleitoral.
Cabe a cada uma dessas entidades reunir todos os seus diretores e militantes e estabelecer um plano de trabalho cujo objetivo é o de envolver os trabalhadores e as trabalhadoras nas eleições.A classe trabalhadora precisa desenvolver a consciência da importância da sua participação e com isso, cada vez mais a consciência de classe em si irá se transformando em consciência de classe para si.
Na elaboração deste plano devem ser debatidas as atividades que devem ser desenvolvidas pelas entidades, do mês de junho até outubro. É um tempo curto, mas que se bem aproveitado, poderá trazer grandes frutos. Devemos colocar a nossa criatividade para desenvolver atividades que possam colocar o movimento sindical num outro patamar de importância , no nível que essas eleições exigem, pela sua relevância para o futuro do nosso país. Um retrocesso às políticas neoliberais poderá trazer graves conseqüências à qualidade de vida do povo brasileiro.
domingo, 30 de maio de 2010
Muito petróleo e pouco urânio no Irã
Não deixa de ser instigante compreender por que os Estados Unidos não aceitam os termos de um acordo que no geral incorpora o que eles exigiam do Irã pouco tempo atrás, quanto ao controle do urânio enriquecido.
A má vontade com o Irã, que leva até à desconsideração dos bem sucedidos esforços diplomáticos de duas nações soberanas, Brasil e Turquia, ambos membros do Conselho de Segurança da ONU, revela, ou sugere, a existência de algo mais que o “problema nuclear” contrariando os interesses americanos. A visita que fiz à província de Fars, no Irã, por ocasião da visita do presidente Lula àquele país, deu-me elementos para uma percepção mais aguda da imediata reação americana no caso.
Primeiro, fixemos que Irã é o nome atual da Pérsia e que Fars é a província onde está Pasárgada, a primeira capital do antigo império persa, fundado por Ciro II, o Grande – imperador persa que conquistou a Babilônia em 539 a.C. e libertou os judeus para reconstruírem Jerusalém. A cidade, onde se encontra a tumba de Ciro, passou a ser mais conhecida no Brasil a partir do poema de Manuel Bandeira Vou-me embora pra Pasárgada.
Pois é em Fars, região prenhe de história e simbolismo, que os iranianos me levaram para conhecer a Zona Econômica Especial de Energia, um enorme complexo projetado para 24 fábricas de processamento de gás e 23 usinas petroquímicas – estando, algumas, já em funcionamento. O projeto é apresentado como sendo, ou será, a maior concentração no planeta de fábricas para transformação de gás natural em eteno, propeno e demais petroquímicos.
Em síntese, tudo está planejado e sendo feito para transformar o Irã de grande exportador de petróleo e gás in natura em grande processador desses hidrocarbonetos e exportador de produtos petroquímicos, de alto valor agregado. A China, nesse e em outros projetos, estaria investindo cerca de US$ 70 bilhões.
O que está previsto, além do que já está concluído, é muito arrojado. A Zona Econômica Especial de Energia está sendo instalada em um setor de Fars onde, há poucos anos, só existia deserto e mar. Hoje, além das amplas instalações industriais, há projetos urbanísticos, edifícios, farta plantação de árvores especiais, um aeroporto internacional. Uma montanha de areia e pedra, situada defronte do núcleo da Zona, está sendo transplantada para o mar, que está sendo aterrado em grandes dimensões, e onde já está operando, e ainda se encontra em expansão, um porto com grande poder de atracação.
Politicamente, a Zona Especial funciona de forma autônoma, com um comitê dirigente que inclui funcionários do Estado e presidentes de algumas das grandes empresas que lá atuam. Até a autorização para entrada de visitante estrangeiro pode ser conseguida lá mesmo, sem intervenção de Teerã.
O que já opera na Zona Econômica Especial de Energia – e, mais ainda, o que está previsto nos projetos em execução – envolve muitos equipamentos, tecnologia avançada, muita construção civil e, sobretudo, o controle de enorme quantidade de hidrocarbonetos, oriunda do gás natural, a ser usado como matéria-prima para as petroquímicas.
Se levarmos em conta que o Irã detém a segunda maior reserva de petróleo e de gás do mundo – 138 bilhões de barris de petróleo e 187 bilhões de barris de gás, segundo dados de 2008 (o Brasil tem 13 bilhões de barris de petróleo, o pré-sal, algo em torno de 50 bilhões, e 2,3 bilhões de barris de gás) – produz 4,4 milhões de barris de petróleo por dia (o Brasil produz 2 milhões) e que tudo isso, repito, o muito que já está feito e o maior ainda que está planejado, não tem qualquer participação americana, percebe-se que algo mais deve estar tirando o sono dos EUA do que a hipotética ameaça advinda do acesso do Irã a urânio enriquecido.
* Haroldo Lima é diretor-geral da ANP
Não deixa de ser instigante compreender por que os Estados Unidos não aceitam os termos de um acordo que no geral incorpora o que eles exigiam do Irã pouco tempo atrás, quanto ao controle do urânio enriquecido.
A má vontade com o Irã, que leva até à desconsideração dos bem sucedidos esforços diplomáticos de duas nações soberanas, Brasil e Turquia, ambos membros do Conselho de Segurança da ONU, revela, ou sugere, a existência de algo mais que o “problema nuclear” contrariando os interesses americanos. A visita que fiz à província de Fars, no Irã, por ocasião da visita do presidente Lula àquele país, deu-me elementos para uma percepção mais aguda da imediata reação americana no caso.
Primeiro, fixemos que Irã é o nome atual da Pérsia e que Fars é a província onde está Pasárgada, a primeira capital do antigo império persa, fundado por Ciro II, o Grande – imperador persa que conquistou a Babilônia em 539 a.C. e libertou os judeus para reconstruírem Jerusalém. A cidade, onde se encontra a tumba de Ciro, passou a ser mais conhecida no Brasil a partir do poema de Manuel Bandeira Vou-me embora pra Pasárgada.
Pois é em Fars, região prenhe de história e simbolismo, que os iranianos me levaram para conhecer a Zona Econômica Especial de Energia, um enorme complexo projetado para 24 fábricas de processamento de gás e 23 usinas petroquímicas – estando, algumas, já em funcionamento. O projeto é apresentado como sendo, ou será, a maior concentração no planeta de fábricas para transformação de gás natural em eteno, propeno e demais petroquímicos.
Em síntese, tudo está planejado e sendo feito para transformar o Irã de grande exportador de petróleo e gás in natura em grande processador desses hidrocarbonetos e exportador de produtos petroquímicos, de alto valor agregado. A China, nesse e em outros projetos, estaria investindo cerca de US$ 70 bilhões.
O que está previsto, além do que já está concluído, é muito arrojado. A Zona Econômica Especial de Energia está sendo instalada em um setor de Fars onde, há poucos anos, só existia deserto e mar. Hoje, além das amplas instalações industriais, há projetos urbanísticos, edifícios, farta plantação de árvores especiais, um aeroporto internacional. Uma montanha de areia e pedra, situada defronte do núcleo da Zona, está sendo transplantada para o mar, que está sendo aterrado em grandes dimensões, e onde já está operando, e ainda se encontra em expansão, um porto com grande poder de atracação.
Politicamente, a Zona Especial funciona de forma autônoma, com um comitê dirigente que inclui funcionários do Estado e presidentes de algumas das grandes empresas que lá atuam. Até a autorização para entrada de visitante estrangeiro pode ser conseguida lá mesmo, sem intervenção de Teerã.
O que já opera na Zona Econômica Especial de Energia – e, mais ainda, o que está previsto nos projetos em execução – envolve muitos equipamentos, tecnologia avançada, muita construção civil e, sobretudo, o controle de enorme quantidade de hidrocarbonetos, oriunda do gás natural, a ser usado como matéria-prima para as petroquímicas.
Se levarmos em conta que o Irã detém a segunda maior reserva de petróleo e de gás do mundo – 138 bilhões de barris de petróleo e 187 bilhões de barris de gás, segundo dados de 2008 (o Brasil tem 13 bilhões de barris de petróleo, o pré-sal, algo em torno de 50 bilhões, e 2,3 bilhões de barris de gás) – produz 4,4 milhões de barris de petróleo por dia (o Brasil produz 2 milhões) e que tudo isso, repito, o muito que já está feito e o maior ainda que está planejado, não tem qualquer participação americana, percebe-se que algo mais deve estar tirando o sono dos EUA do que a hipotética ameaça advinda do acesso do Irã a urânio enriquecido.
* Haroldo Lima é diretor-geral da ANP
Conclat é um acontecimento histórico
Dia primeiro de junho próximo entrará para a História do movimento sindical brasileiro. Cerca de 30 mil trabalhadores de todo o país são aguardados no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora.
O ato está sendo coordenado por cinco centrais sindicais: CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e contará também com a participação de partidos políticos e de entidades dos diferentes movimentos sociais.
A proposta é que, depois das intervenções dos representantes dessas organizações políticas e sociais, seja aprovada uma AGENDA DA CLASSE TRABALHADORA – PARA UM PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO COM SOBERANIA E VALORIZAÇÃO DO TRABALHO.
O documento, em fase final de elaboração, contém seis eixos estratégicos: 1. Crescimento com Distribuição de Renda e Fortalecimento do Mercado Interno; 2. Valorização do Trabalho Decente com Igualdade e Inclusão Social; 3. Estado como Promotor do Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental; 4. Democracia com Efetiva Participação Popular; 5. Soberania e Integração Internacional; 6. Direitos Sindicais e Negociação Coletiva.
Esse documento, que deve ser aprovado pelos trabalhadores nesta terça-feira, servirá de instrumento para a intervenção dos trabalhadores nas batalhas políticas futuras, com destaque para a sucessão presidencial.
O conteúdo das propostas indica que a imensa maioria do sindicalismo nacional se posiciona contra o retrocesso neoliberal e em defesa da continuidade e aprofundamento das mudanças progressistas inauguradas com o governo do presidente Lula.
O texto será entregue a todos os postulantes à presidência da República, mas há uma clara convergência das lideranças sindicais no sentido de cerrar fileiras em torno de Dilma, liderança política que melhor encarna as demandas atuais dos trabalhadores.
Depois da Conclat de 1981, está será, sem dúvida, a mais importante atividade do sindicalismo brasileiro, coroando todo um processo de luta e unidade das centrais sindicais. Não é mera coincidência, portanto, os novos ataques da mídia conservadora contra o movimento sindical.
Esses porta-vozes do neoliberalismo sabem que a força unida dos trabalhadores e a ampla coalizão política em torno da candidatura Dilma estão sepultando os sonhos deles e das viúvas da “Era FHC” de voltarem ao comando do país.
Dia primeiro de junho próximo entrará para a História do movimento sindical brasileiro. Cerca de 30 mil trabalhadores de todo o país são aguardados no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora.
O ato está sendo coordenado por cinco centrais sindicais: CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e contará também com a participação de partidos políticos e de entidades dos diferentes movimentos sociais.
A proposta é que, depois das intervenções dos representantes dessas organizações políticas e sociais, seja aprovada uma AGENDA DA CLASSE TRABALHADORA – PARA UM PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO COM SOBERANIA E VALORIZAÇÃO DO TRABALHO.
O documento, em fase final de elaboração, contém seis eixos estratégicos: 1. Crescimento com Distribuição de Renda e Fortalecimento do Mercado Interno; 2. Valorização do Trabalho Decente com Igualdade e Inclusão Social; 3. Estado como Promotor do Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental; 4. Democracia com Efetiva Participação Popular; 5. Soberania e Integração Internacional; 6. Direitos Sindicais e Negociação Coletiva.
Esse documento, que deve ser aprovado pelos trabalhadores nesta terça-feira, servirá de instrumento para a intervenção dos trabalhadores nas batalhas políticas futuras, com destaque para a sucessão presidencial.
O conteúdo das propostas indica que a imensa maioria do sindicalismo nacional se posiciona contra o retrocesso neoliberal e em defesa da continuidade e aprofundamento das mudanças progressistas inauguradas com o governo do presidente Lula.
O texto será entregue a todos os postulantes à presidência da República, mas há uma clara convergência das lideranças sindicais no sentido de cerrar fileiras em torno de Dilma, liderança política que melhor encarna as demandas atuais dos trabalhadores.
Depois da Conclat de 1981, está será, sem dúvida, a mais importante atividade do sindicalismo brasileiro, coroando todo um processo de luta e unidade das centrais sindicais. Não é mera coincidência, portanto, os novos ataques da mídia conservadora contra o movimento sindical.
Esses porta-vozes do neoliberalismo sabem que a força unida dos trabalhadores e a ampla coalizão política em torno da candidatura Dilma estão sepultando os sonhos deles e das viúvas da “Era FHC” de voltarem ao comando do país.
Serra perde a estribeira
À medida que desabam as intenções de voto em seu nome, o tucano Serra eleva seu destempero verbal. A bola da vez agora é a Bolívia e o seu presidente, Evo Morales. De forma grosseira e irresponsável, o ex-ministro de Fernando Henrique procura associar o país vizinho com os problemas de segurança no Brasil ligados ao narcotráfico.
Sem programa de governo, sem discurso e sem vice, Serra usa a arma torpe que lhe resta no seu arsenal: a baixaria. Atacar a Bolívia de forma despropositada é um expediente que se assemelha ao velho receituário da direita. Serra se assume, assim, como o candidato da direita e de direita.
Ao contrário, quando a confusão é com os EUA, esses bravos conservadores enfiam o rabo no meio das pernas (vide o xororô da direita com o acordo Brasil-Irã-Turquia). Esses dois episódios me fizeram lembrar a frase de um humorista: “quem se curva aos opressores, mostra a bunda aos oprimidos”.
Em tempo: uma notinha escondida no Estadão deste sábado especula que a última pesquisa Vox Populi teria detectado uma ampliação da diferença entre Dilma e Serra. Terá sido essa a razão dos discursos tresloucados do tucano?
À medida que desabam as intenções de voto em seu nome, o tucano Serra eleva seu destempero verbal. A bola da vez agora é a Bolívia e o seu presidente, Evo Morales. De forma grosseira e irresponsável, o ex-ministro de Fernando Henrique procura associar o país vizinho com os problemas de segurança no Brasil ligados ao narcotráfico.
Sem programa de governo, sem discurso e sem vice, Serra usa a arma torpe que lhe resta no seu arsenal: a baixaria. Atacar a Bolívia de forma despropositada é um expediente que se assemelha ao velho receituário da direita. Serra se assume, assim, como o candidato da direita e de direita.
Ao contrário, quando a confusão é com os EUA, esses bravos conservadores enfiam o rabo no meio das pernas (vide o xororô da direita com o acordo Brasil-Irã-Turquia). Esses dois episódios me fizeram lembrar a frase de um humorista: “quem se curva aos opressores, mostra a bunda aos oprimidos”.
Em tempo: uma notinha escondida no Estadão deste sábado especula que a última pesquisa Vox Populi teria detectado uma ampliação da diferença entre Dilma e Serra. Terá sido essa a razão dos discursos tresloucados do tucano?
Quem são os "donos da mídia" no Brasil?
No Brasil, 271 políticos são sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação. O Projeto Donos da Mídia cruzou dados da Agência Nacional de Telecomunicações com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país para mapear quais deles são proprietários de veículo de comunicação.
Observe alguns dados estatísticos por partido político:
01º) DEM: 21,4%
02º) PMDB: 17,71%
03º) PSDB: 15,87%
04º) PP: 8,49%
05º) PTB: 5,91%
06º) PSB: 5,9%
07º) PPS: 5,17%
08º) PDT: 4,8%
09º) PL: 4,43%
10º) PT: 3,69%
Dessa maneira, somente o DEM, PMDB e PSDB influenciam diretamente 54,98% dos veículos de comunicação. Ou seja, mais da metade deles.
Além disso, os cinco primeiros partidos da lista são de direita, e juntos dominam 69,38% da imprensa. Ou seja, a cada 10 veículos de comunicação, 7 são dominados e/ou influenciados por partidos políticos de direita.
Agora observe as estatísticas por Estado (políticos ligados a veículos de comunicação):
Minas Gerais: 38 políticos
São Paulo: 28 políticos
Bahia: 24 políticos
Paraná: 23 políticos
Piauí: 17 políticos
Ceará: 15 políticos
Pra variar, São Paulo e Minas Gerais (política café com leite) encabeçam a lista. Há muitos anos O PSDB, DEM e PMDB (em SP) e PSDB e PMDB (em MG) dominam estes Estados, tanto nas zonas metropolitanas quanto no interior. Seriam apenas coincidências?
Há ainda uma questão mais assustadora. Até a conclusão do levantamento, a relação de políticos pode conter imprecisões devido ao grande número de homônimos na lista de sócios. Ou seja, esses dados, que já são alarmantes, referem-se apenas a nomes confirmados, uma vez que há muitos donos, sócios ou diretores de veículos de comunicação que apresentam ocultos ou incógnitos. O número possivelmente é bem maior do que o mostrado na pesquisa.
Há também outra questão a ser apontada. Os dados referentes a este levantamento não incluem os resultados das eleições municipais de 5 de outubro de 2008. Portanto, os prefeitos aqui listados são aqueles cujos mandatos irão até janeiro de 2009.
Entretanto, alguém acredita que os políticos ligados a mídia não conseguiram se reeleger?
Maiores informações, principalmente aos gráficos dos dados estatísticos, podem ser encontradas no site ”Donos da Mídia”.
Fonte:
http://donosdamidia.com.br/levantamento/%20politicos
“Num ambiente de acerbo conflito de interesses, é inimaginável que os meios de comunicação sejam os porta-vozes imparciais do debate político.”
No Brasil, 271 políticos são sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação. O Projeto Donos da Mídia cruzou dados da Agência Nacional de Telecomunicações com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país para mapear quais deles são proprietários de veículo de comunicação.
Observe alguns dados estatísticos por partido político:
01º) DEM: 21,4%
02º) PMDB: 17,71%
03º) PSDB: 15,87%
04º) PP: 8,49%
05º) PTB: 5,91%
06º) PSB: 5,9%
07º) PPS: 5,17%
08º) PDT: 4,8%
09º) PL: 4,43%
10º) PT: 3,69%
Dessa maneira, somente o DEM, PMDB e PSDB influenciam diretamente 54,98% dos veículos de comunicação. Ou seja, mais da metade deles.
Além disso, os cinco primeiros partidos da lista são de direita, e juntos dominam 69,38% da imprensa. Ou seja, a cada 10 veículos de comunicação, 7 são dominados e/ou influenciados por partidos políticos de direita.
Agora observe as estatísticas por Estado (políticos ligados a veículos de comunicação):
Minas Gerais: 38 políticos
São Paulo: 28 políticos
Bahia: 24 políticos
Paraná: 23 políticos
Piauí: 17 políticos
Ceará: 15 políticos
Pra variar, São Paulo e Minas Gerais (política café com leite) encabeçam a lista. Há muitos anos O PSDB, DEM e PMDB (em SP) e PSDB e PMDB (em MG) dominam estes Estados, tanto nas zonas metropolitanas quanto no interior. Seriam apenas coincidências?
Há ainda uma questão mais assustadora. Até a conclusão do levantamento, a relação de políticos pode conter imprecisões devido ao grande número de homônimos na lista de sócios. Ou seja, esses dados, que já são alarmantes, referem-se apenas a nomes confirmados, uma vez que há muitos donos, sócios ou diretores de veículos de comunicação que apresentam ocultos ou incógnitos. O número possivelmente é bem maior do que o mostrado na pesquisa.
Há também outra questão a ser apontada. Os dados referentes a este levantamento não incluem os resultados das eleições municipais de 5 de outubro de 2008. Portanto, os prefeitos aqui listados são aqueles cujos mandatos irão até janeiro de 2009.
Entretanto, alguém acredita que os políticos ligados a mídia não conseguiram se reeleger?
Maiores informações, principalmente aos gráficos dos dados estatísticos, podem ser encontradas no site ”Donos da Mídia”.
Fonte:
http://donosdamidia.com.br/levantamento/%20politicos
“Num ambiente de acerbo conflito de interesses, é inimaginável que os meios de comunicação sejam os porta-vozes imparciais do debate político.”
sexta-feira, 28 de maio de 2010
PCdoB em destaque na lista dos Cabeças do Congresso
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou nesta sexta-feira a 17ª edição da lista dos Cabeças do Congresso que reúne as principais lideranças do Parlamento brasileiro.
Entre os 100 “Cabeças” do Congresso, há 69 deputados e 31 senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares indicados são o PT, com 22 nomes, e o PMDB, detentor da maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado, com 17. Na terceira posição em número de parlamentares está o PSDB, com 14 nomes.
Além dos “Cabeças”, desde a sétima edição da série, o DIAP divulga levantamento incluindo na publicação um anexo com outros parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar.
O PCdoB, que tem uma bancada de 12 deputados e um senador, teve indicados 5 deputados e um senador dentre os cabeças e duas deputadas entre os parlamentares em ascensão.
Dentre os Cabeças foram apontados:
Senador Inácio Arruda (CE)
Dep. Vanessa Grazziotin (AM)
Dep. Alice Portugal (BA)
Dep. Daniel Almeida (BA)
Dep. Flávio Dino (MA)
Dep. Aldo Rebelo (SP)
As deputadas apontadas como lideranças em ascensão foram:
Manuela d'Ávila (RS)
Jô Morais (MG).
As deputadas Alice Portugal e Vanessa Grazziotin fazem parte do grupo de nove parlamentares que passaram a compor o grupo de parlamentares mais influentes este ano.
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulgou nesta sexta-feira a 17ª edição da lista dos Cabeças do Congresso que reúne as principais lideranças do Parlamento brasileiro.
Entre os 100 “Cabeças” do Congresso, há 69 deputados e 31 senadores. Os dois partidos com maior número de parlamentares indicados são o PT, com 22 nomes, e o PMDB, detentor da maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado, com 17. Na terceira posição em número de parlamentares está o PSDB, com 14 nomes.
Além dos “Cabeças”, desde a sétima edição da série, o DIAP divulga levantamento incluindo na publicação um anexo com outros parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar.
O PCdoB, que tem uma bancada de 12 deputados e um senador, teve indicados 5 deputados e um senador dentre os cabeças e duas deputadas entre os parlamentares em ascensão.
Dentre os Cabeças foram apontados:
Senador Inácio Arruda (CE)
Dep. Vanessa Grazziotin (AM)
Dep. Alice Portugal (BA)
Dep. Daniel Almeida (BA)
Dep. Flávio Dino (MA)
Dep. Aldo Rebelo (SP)
As deputadas apontadas como lideranças em ascensão foram:
Manuela d'Ávila (RS)
Jô Morais (MG).
As deputadas Alice Portugal e Vanessa Grazziotin fazem parte do grupo de nove parlamentares que passaram a compor o grupo de parlamentares mais influentes este ano.
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