Metalúrgicos do Rio rejeitam redução de salário e jornada
A empresa propôs, mas a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, filiado à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil), considerou inaceitável a redução dos salários com redução da jornada e convocou a categoria para a luta.
Na manhã desta terça-feira, (17), às 5h30, acontecerá uma concentração dos funcionários diante da fábrica Rassini NHK Auto Peças contra a proposta apresentada pela empresa ao sindicato na semana passada. “Os metalúrgicos do Rio de Janeiro não aceitam nenhuma proposta de flexibilização dos direitos dos trabalhadores. Nós iremos resistir até o fim!”, afirma Alex dos Santos, presidente do sindicato.
No ato, a entidade apresentará uma contraproposta aos trabalhadores e, se aprovada, será encaminhada à empresa. Cerca de 500 trabalhadores devem participar da atividade. A conduta da entidade — de resistir e lutar contra redução de salários e flexibilização de direitos — está em sintonia com a orientação geral da CTB, que preserva a bandeira histórica da redução da jornada sem redução de salários e indica a resistência e luta para que os capitalistas paguem pela crise do capitalismo.
Para a CTB, se alguma coisa tiver de ser sacrificada no altar da crise, que seja o lucro acumulado no ciclo de expansão dos negócios e não o salário. Afinal, conforme denunciou o presidente Lula, as empresas capitalistas encheram as burras em 2008 e estão devidamente capitalizadas.
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