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terça-feira, 23 de abril de 2013

Meta da Anfavea é exportar 1 milhão de carros por ano

A indústria automobilística brasileira quer vender anualmente 5 milhões de veículos no mercado doméstico até 2017 e exportar cerca de 1 milhão de unidades. No caso das vendas externas, a meta só será possível com um programa de incentivo que foi apresentado ao governo federal ontem, já batizado de Exportar-Auto, uma alusão ao Inovar-Auto, que estabelece metas para melhorar a eficiência dos carros nacionais.
Ao tomar posse oficialmente ontem na presidência da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) , para um mandato de três anos, o diretor da General Motors, Luiz Moan, disse que, ao atingir essa meta, "o Brasil voltará a ser uma plataforma de exportação de produtos automotivos". Segundo ele, será um "sinal de que conseguimos de volta a competitividade necessária para o setor".
Moan lembrou que há sete anos o Brasil exportava quase 900 mil veículos para diversos mercados. Em 2012, foram 442 mil e, este ano, a projeção é de 420 mil unidades. "No curto prazo queremos estancar a queda das exportações e depois ír crescendo gradualmente até atingir 1 milhão de unidades, o equivalente a cerca de 20% da produção prevista até 2017."
No discurso de posse, em cerimônia na noite de ontem no Clube Monte Líbano, em São Paulo, com a presença do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e de outras autoridades, Moan disse que um dos itens a ser sugerido para o Exportar-Auto é a desoneração de impostos "não repassáveis ou não compensáveis" embutidos no custo do automóvel.
Antes da cerimônia, ele citou como exemplos o imposto pago sobre as refeições fornecidas aos funcionários e sobre a energia. "Estudo recente mostra que um carro embute 8,8% de imposto não compensável em seu custo." Ao todo, o automóvel brasileiro recolhe em média 30% em impostos diretos. Nos EUA, esse porcentual é de 6% e na Europa varia de 14% a 17%.
"Recuperar a competitividade do carro nacional é uma das principais metas do meu mandato", afirmou Moan. Questionado sobre a contribuição das montadoras no processo de redução de custos, pois constantemente o setor é citado como um dos que mais lucram, o executivo lmitou-se a dizer que em breve apresentará estudos mostrando que "essa famosa alta lucratividade não existe".
Investimentos. A indústria brasileira vai investir US$ 30 bilhões no período 2013-2017, em ampliação de capacidade, produtos e inovação, A capacidade produtiva saltará dos atuais 4,5 milhões para 5,6 milhões de veículos ao ano, incluindo as novas montadoras que estão chegando ao País. Vender 5 milhões de unidades somente no mercado interno - somando carros importados - é uma meta sustentável, disse o executivo. Neste ano, a Anfavea projeta vender quase 4 milhões de veículos, incluindo caminhões e ônibus, um crescimento de 3,5% a 4% em relação a 2012. "É um crescimento acelerado (até 2017), mas necessário para dar suporte à nova capacidade produtiva e aos investimentos que estão sendo feitos,"
Moan ressaltou que a Anfavea vai desenvolver programas na área de sustentabilidade, pois a indústria "sabe que é parte do problema ambiental, mas a sociedade vai perceber que também somos parte da solução". Segundo ele, a entidade prepara plano para a criação do que chamou de "mobilidade inteligente".

Foto: Divulgação
A indústria automobilística brasileira quer vender anualmente 5 milhões de veículos no mercado doméstico até 2017 e exportar cerca de 1 milhão de unidades. No caso das vendas externas, a meta só será possível com um programa de incentivo que foi apresentado ao governo federal ontem, já batizado de Exportar-Auto, uma alusão ao Inovar-Auto, que estabelece metas para melhorar a eficiência dos carros nacionais.
 
Ao tomar posse oficialmente ontem na presidência da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) , para um mandato de três anos, o diretor da General Motors, Luiz Moan, disse que, ao atingir essa meta, "o Brasil voltará a ser uma plataforma de exportação de produtos automotivos". Segundo ele, será um "sinal de que conseguimos de volta a competitividade necessária para o setor".
 
Moan lembrou que há sete anos o Brasil exportava quase 900 mil veículos para diversos mercados. Em 2012, foram 442 mil e, este ano, a projeção é de 420 mil unidades. "No curto prazo queremos estancar a queda das exportações e depois ír crescendo gradualmente até atingir 1 milhão de unidades, o equivalente a cerca de 20% da produção prevista até 2017."
No discurso de posse, em cerimônia na noite de ontem no Clube Monte Líbano, em São Paulo, com a presença do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e de outras autoridades, Moan disse que um dos itens a ser sugerido para o Exportar-Auto é a desoneração de impostos "não repassáveis ou não compensáveis" embutidos no custo do automóvel.
 
Antes da cerimônia, ele citou como exemplos o imposto pago sobre as refeições fornecidas aos funcionários e sobre a energia. "Estudo recente mostra que um carro embute 8,8% de imposto não compensável em seu custo." Ao todo, o automóvel brasileiro recolhe em média 30% em impostos diretos. Nos EUA, esse porcentual é de 6% e na Europa varia de 14% a 17%.
"Recuperar a competitividade do carro nacional é uma das principais metas do meu mandato", afirmou Moan. Questionado sobre a contribuição das montadoras no processo de redução de custos, pois constantemente o setor é citado como um dos que mais lucram, o executivo lmitou-se a dizer que em breve apresentará estudos mostrando que "essa famosa alta lucratividade não existe".
 
Investimentos. A indústria brasileira vai investir US$ 30 bilhões no período 2013-2017, em ampliação de capacidade, produtos e inovação, A capacidade produtiva saltará dos atuais 4,5 milhões para 5,6 milhões de veículos ao ano, incluindo as novas montadoras que estão chegando ao País. Vender 5 milhões de unidades somente no mercado interno - somando carros importados - é uma meta sustentável, disse o executivo. Neste ano, a Anfavea projeta vender quase 4 milhões de veículos, incluindo caminhões e ônibus, um crescimento de 3,5% a 4% em relação a 2012. "É um crescimento acelerado (até 2017), mas necessário para dar suporte à nova capacidade produtiva e aos investimentos que estão sendo feitos,"
Moan ressaltou que a Anfavea vai desenvolver programas na área de sustentabilidade, pois a indústria "sabe que é parte do problema ambiental, mas a sociedade vai perceber que também somos parte da solução". Segundo ele, a entidade prepara plano para a criação do que chamou de "mobilidade inteligente".
 
Fonte: O Estado de S.Paulo

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