O Brasil quer avançar
As pesquisas divulgadas neste final de semana, ao contrário do que apregoa a grande mídia não dão alívio aos tucanos. Elas mostram que os eleitores de Dilma estão mais decididos e que na espontânea ela está na frente. Isso mostra que cada vez que os eleitores conhecem Dilma, decidem seu voto por ela. Este é o resultado apontado tanto pelo Datafolha como pelo IBOPE.
Eleitor de Dilma está mais decidido que o de Serra
O eleitor de Dilma Rousseff (PT) está mais decidido que o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV). Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista afirmam que estão totalmente decididos com relação ao seu voto no primeiro turno, contra 20% que declaram poder mudar de ideia.
Entre os eleitores de Serra, os decididos são 70%, e os que dizem poder mudar de voto representam 28%. Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39% dizem que podem mudar de voto, contra 58% que afirmam estar totalmente decididos.
No levantamento, Serra apareceu com 39% das intenções de voto, Dilma teve 38%, e Marina, 10% no cenário com apenas os três.
O Datafolha também perguntou qual candidato ganhará as eleições presidenciais. Para 43% dos entrevistados, Dilma será a eleita, ao passo que 33% acham que Serra ganhará a disputa. Entre os eleitores do tucano, 12% apostam em Dilma. Entre os eleitores da petista, 7% apostam no adversário.
O principal crescimento de Dilma se deu no eleitorado masculino. De dezembro a julho, ela saltou de 30% para 46% entre os homens, e Serra caiu de 39% para 34%. Por outro lado, a petista ainda precisa conquistar as mulheres. Cresceu oito pontos nesse segmento e hoje tem 30%, contra 45% de Serra.
Dilma também cresceu acima da média entre os que têm ensino fundamental e médio. Em dezembro, ela tinha, respectivamente, 24% e 26% nesses segmentos. Hoje ela aparece com 37% e 40%. Serra foi de 39% a 41% entre os que têm ensino fundamental e de 42% a 39% entre os que têm ensino médio.
Outro forte crescimento da petista se deu entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos. Passou de 25% (dezembro) a 41%, enquanto Serra caiu de 42% para 38%.
Blog Tradução
domingo, 4 de julho de 2010
A magia das pesquisas eleitorais
A história sempre se repete. Quando a pesquisa é boa, amplificamos os seus resultados. Quando é ruim, ou escondemos ou a tachamos de falsa. No fundo, as pesquisas se tornaram ferramentas eleitorais, são usadas à torto e à direito para manipular a cabeça das pessoas, incentivar o nosso time e abalar o moral da tropa adversária.
Os institutos de pesquisa sabem disso e fazem a fortuna, principalmente nos períodos eleitorais. Não há quem não conheça a história de pesquisas compradas para influenciar o curso das eleições ou feitas de acordo com o figurino do candidato de preferência. Esse papo rola em todos os lugares.
Os institutos de pesquisa, no entanto, tem um ativo que não podem perder, que é a credibilidade. Embora a memória das pessoas, nesse quesito, seja pequena, uma bola fora sempre arranha o prestígio do órgão pesquisador.
Para manter a credibilidade, as pesquisas e seus institutos, no entanto, trabalham com uma variável estratégica. A pesquisa que fica para a história (e na memória) é aquela realizada às vésperas da eleição ou na boca-de-urna. Nessas, só dá para manipular dentro da chamada margem de erro.
Dessa forma, o cara pode aprontar durante meses, inverter tendências, distorcer números, prever coisas que jamais se realização. O problema todo se resolve na reta final, com os ajustes. Por isso que acontece cada manchete às vésperas da eleição. “Fulano perdeu 20% em uma semana!”, “Beltrano superou sicrano na reta final”.
O grand finale é sempre assim. O que ganhou, mesmo quando vítima das pesquisas, comemora a “virada”, e o que perdeu, já que perdeu, não adianta reclamar de nada, muito menos das pesquisas.
As eleições desse ano são ricas em exemplo de resultados contraditórios. Aqui, a famosa lei da matemática segundo a qual a ordem dos fatores não altera o produto não é levada em consideração.
Ao contrário. Aparecem casos em que a degradação de todos os fatores tem como consequência a melhora do produto, uma manipulação tosca como se em política valesse a outra lei da matemática, em que se multiplicar um número negativo por outro também negativo o resultado é positivo.
Assim acontece com o candidato da direita, José Serra. Toda vez que todos os fatores essenciais para a definição do voto do eleitor estão negativos para ele, tem um instituto de pesquisa que o apresenta com viés de alta nas sondagens, com resultados positivos. Na verdade, a única coisa boa da campanha do Serra tem sido os resultados da pesquisa Datafolha. Não dá para não desconfiar…
A história sempre se repete. Quando a pesquisa é boa, amplificamos os seus resultados. Quando é ruim, ou escondemos ou a tachamos de falsa. No fundo, as pesquisas se tornaram ferramentas eleitorais, são usadas à torto e à direito para manipular a cabeça das pessoas, incentivar o nosso time e abalar o moral da tropa adversária.
Os institutos de pesquisa sabem disso e fazem a fortuna, principalmente nos períodos eleitorais. Não há quem não conheça a história de pesquisas compradas para influenciar o curso das eleições ou feitas de acordo com o figurino do candidato de preferência. Esse papo rola em todos os lugares.
Os institutos de pesquisa, no entanto, tem um ativo que não podem perder, que é a credibilidade. Embora a memória das pessoas, nesse quesito, seja pequena, uma bola fora sempre arranha o prestígio do órgão pesquisador.
Para manter a credibilidade, as pesquisas e seus institutos, no entanto, trabalham com uma variável estratégica. A pesquisa que fica para a história (e na memória) é aquela realizada às vésperas da eleição ou na boca-de-urna. Nessas, só dá para manipular dentro da chamada margem de erro.
Dessa forma, o cara pode aprontar durante meses, inverter tendências, distorcer números, prever coisas que jamais se realização. O problema todo se resolve na reta final, com os ajustes. Por isso que acontece cada manchete às vésperas da eleição. “Fulano perdeu 20% em uma semana!”, “Beltrano superou sicrano na reta final”.
O grand finale é sempre assim. O que ganhou, mesmo quando vítima das pesquisas, comemora a “virada”, e o que perdeu, já que perdeu, não adianta reclamar de nada, muito menos das pesquisas.
As eleições desse ano são ricas em exemplo de resultados contraditórios. Aqui, a famosa lei da matemática segundo a qual a ordem dos fatores não altera o produto não é levada em consideração.
Ao contrário. Aparecem casos em que a degradação de todos os fatores tem como consequência a melhora do produto, uma manipulação tosca como se em política valesse a outra lei da matemática, em que se multiplicar um número negativo por outro também negativo o resultado é positivo.
Assim acontece com o candidato da direita, José Serra. Toda vez que todos os fatores essenciais para a definição do voto do eleitor estão negativos para ele, tem um instituto de pesquisa que o apresenta com viés de alta nas sondagens, com resultados positivos. Na verdade, a única coisa boa da campanha do Serra tem sido os resultados da pesquisa Datafolha. Não dá para não desconfiar…
Um vice improvisado para José Serra
A novela do vice do candidato oposicionista José Serra (PSDB) chegou ao fim dando a nítida impressão de improvisação e falta de alternativa. A tentativa tucana de impor uma chapa puro sangue, com o senador paranense Álvaro Dias, foi o estopim da mais recente crise na campanha de Serra, e o DEM quase rachou o núcleo da aliança da direita, formada justamente por estes dois partidos.
Depois de muita conversa entre os cardeais dos dois partidos, a solução saiu com a grife do ex-prefeito carioca Cesar Maia: o desconhecido deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ). Foi uma decisão arriscada mas a pergunta é: havia outra? Um sinal claro das dificuldades foi o comentário do jornalista Merval Pereira, que não morre de simpatias por Lula ou Dilma. Em sua coluna em O Globo ele chamou a escolha de "jogada marqueteira" pois a história de Índio Costa "não tem a menor consistência para alçá-lo ao segundo posto mais importante na hierarquia política do país". E, além disso, é suspeito de envolvimento em irregularidades investigadas pela CPI da Merenda Escolar da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
Por uns minutinhos a mais na televisão, o PSDB e José Serra renderam-se às imposições do DEM, partido que vive um declínio acelerado (carcomindo, como se dizia antigamente). E que precisa de um cargo visível, como a vice-presidência da República, para tentar uma sobrevida disfarçado de "novo", "força jovem" e imagens semelhantes. É preciso saber se os políticos de sua base, os muitos prefeitos que ainda controlam pelo país afora, vão aderir ao arranjo feito em hotéis de luxo de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, ou seguir seu lendário instinto de sobrevivência política, deixando a coligação nacional demo-tucana à deriva.
Além da sensação de improvisação logo no começo oficial da campanha eleitoral, José Serra vai também deixando às claras sua cara e seu programa. Na sabatina de quinta feira (dia 1), no templo dos latifundiários, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), ele atacou o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) com as garras dos conservadores e da direita. É movimento "que se diz de reforma agrária para na verdade usar a ideia da reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionária socialista no Brasil", disse.
Palavras que soaram docemente, com certeza, aos ouvidos atentos daqueles que estavam no auditório da entidade dirigida pela senadora Katia Abreu (DEM-GO) e que reúne a nata dos grandes monopolistas da propriedade da terra.
Pois é, com um vice que conheceu durante o jogo do Brasil contra a Coréia do Norte, e com o qual acumula apenas uns quinze minutos de conversa, e investindo contra um movimento social como o MST, Serra está mesmo em dificuldades, agravadas pelas sucessivas pesquisas de opinião que revelam uma perda de consistência de sua candidatura inimaginável há poucas semanas.
A novela do vice do candidato oposicionista José Serra (PSDB) chegou ao fim dando a nítida impressão de improvisação e falta de alternativa. A tentativa tucana de impor uma chapa puro sangue, com o senador paranense Álvaro Dias, foi o estopim da mais recente crise na campanha de Serra, e o DEM quase rachou o núcleo da aliança da direita, formada justamente por estes dois partidos.
Depois de muita conversa entre os cardeais dos dois partidos, a solução saiu com a grife do ex-prefeito carioca Cesar Maia: o desconhecido deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ). Foi uma decisão arriscada mas a pergunta é: havia outra? Um sinal claro das dificuldades foi o comentário do jornalista Merval Pereira, que não morre de simpatias por Lula ou Dilma. Em sua coluna em O Globo ele chamou a escolha de "jogada marqueteira" pois a história de Índio Costa "não tem a menor consistência para alçá-lo ao segundo posto mais importante na hierarquia política do país". E, além disso, é suspeito de envolvimento em irregularidades investigadas pela CPI da Merenda Escolar da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
Por uns minutinhos a mais na televisão, o PSDB e José Serra renderam-se às imposições do DEM, partido que vive um declínio acelerado (carcomindo, como se dizia antigamente). E que precisa de um cargo visível, como a vice-presidência da República, para tentar uma sobrevida disfarçado de "novo", "força jovem" e imagens semelhantes. É preciso saber se os políticos de sua base, os muitos prefeitos que ainda controlam pelo país afora, vão aderir ao arranjo feito em hotéis de luxo de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, ou seguir seu lendário instinto de sobrevivência política, deixando a coligação nacional demo-tucana à deriva.
Além da sensação de improvisação logo no começo oficial da campanha eleitoral, José Serra vai também deixando às claras sua cara e seu programa. Na sabatina de quinta feira (dia 1), no templo dos latifundiários, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), ele atacou o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) com as garras dos conservadores e da direita. É movimento "que se diz de reforma agrária para na verdade usar a ideia da reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionária socialista no Brasil", disse.
Palavras que soaram docemente, com certeza, aos ouvidos atentos daqueles que estavam no auditório da entidade dirigida pela senadora Katia Abreu (DEM-GO) e que reúne a nata dos grandes monopolistas da propriedade da terra.
Pois é, com um vice que conheceu durante o jogo do Brasil contra a Coréia do Norte, e com o qual acumula apenas uns quinze minutos de conversa, e investindo contra um movimento social como o MST, Serra está mesmo em dificuldades, agravadas pelas sucessivas pesquisas de opinião que revelam uma perda de consistência de sua candidatura inimaginável há poucas semanas.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz com Elísio PeixotoO PCdoB homologou a candidatura a deputado estadual do presidente municipal de São Caetano, Elísio Peixoto, na convenção que aconteceu no último dia 19, no auditório da universidade Uninove, no bairro da Liberdade. Ao todo, a legenda terá 100 candidatos a estadual e 10 federais. A dobrada prioritária de Elisio será com delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz. "Vamos fazer campanha nas sete cidades do ABC", afirmou.
O primeiro grande evento do PCdoB na região está programado para logo após o dia 6 de julho, data que a Justiça Eleitoral estipulou como início para realização de campanhas. Segundo Elísio, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, principal nome do partido, deve vir a São Caetano. "Nossa intenção é reunir esportistas de toda a região nesse evento", afirmou. O local ainda não está definido.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Com livro disponível na internet, Renato debate política nacional
Renato Rabelo, presidente do Partido Comunista do Brasil, está lançando uma nova publicação intitulada Textos para o debate político atual, que reúne uma série de artigos sobre o atual debate político nacional. Com esta iniciativa, o dirigente comunista dá prosseguimento ao trabalho permanente de divulgação das ideias e do pensamento político do PCdoB.
O livro pode ser baixado (em PDF) ou retirado nas sedes de Brasília e de São Paulo.
Renato discute conjuntura em nova publicação
Na primeira parte, Renato Rabelo faz um breve resumo dos 88 anos de luta deste que é o partido mais antigo em funcionamento permanente no país e, ao mesmo tempo o mais jovem, não só pela composição de suas fileiras de militantes e filiados, mas por suas ideias avançadas e focadas no desenvolvimento nacional com distribuição de renda, na defesa da soberania e da cultura de seu povo, dos direitos dos trabalhadores e do avanço da ciência e da tecnologia brasileiras.
Em seguida, o autor publica o discurso que pronunciou por ocasião de sua reintegração na Universidade Federal da Bahia, a UFBA, quando fez um retrospecto das lutas travadas desde que sofreu intensa perseguição política por parte da ditadura militar instalada em 1964 no Brasil.
Na segunda parte, o livreto se dedica à conjuntura atual, apresentando o discurso que Rabelo proferiu durante o ato realizado em Brasília para comunicar a decisão do partido de apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Neste documento se procura avaliar questões em debate na campanha eleitoral de 2010 e esboçar alguns pontos para a composição da plataforma político-eleitoral.
O texto seguinte aborda concretamente um dos temas desta campanha, a política de ciência e tecnologia, numa intervenção feita em seminário organizado pela Fundação Maurício Grabois.
E, para completar, os dois últimos textos tratam de alguns aspectos da política externa de Luiz Inácio Lula da Silva, um dos pontos altos do atual governo que projeta o país como um dos principais protagonistas da cena internacional.
Para adquirir a publicação, os interessados podem retirá-la gratuitamente no escritório nacional do partido em Brasília (Setor Comercial Norte, Edifício Brasilia Trade Center, 20º andar, sala 2010) ou na sede do Comitê Central, em São Paulo (Rua Rego Freitas, 192 - República). Para pedidos de outras localidades, o despacho deverá ser pago pelo interessado em receber o livro. Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3328-7794 e 3327-9736 ou através do e-mail presidência@pcdob.org.br.
Em seguida, o autor publica o discurso que pronunciou por ocasião de sua reintegração na Universidade Federal da Bahia, a UFBA, quando fez um retrospecto das lutas travadas desde que sofreu intensa perseguição política por parte da ditadura militar instalada em 1964 no Brasil.
Na segunda parte, o livreto se dedica à conjuntura atual, apresentando o discurso que Rabelo proferiu durante o ato realizado em Brasília para comunicar a decisão do partido de apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Neste documento se procura avaliar questões em debate na campanha eleitoral de 2010 e esboçar alguns pontos para a composição da plataforma político-eleitoral.
O texto seguinte aborda concretamente um dos temas desta campanha, a política de ciência e tecnologia, numa intervenção feita em seminário organizado pela Fundação Maurício Grabois.
E, para completar, os dois últimos textos tratam de alguns aspectos da política externa de Luiz Inácio Lula da Silva, um dos pontos altos do atual governo que projeta o país como um dos principais protagonistas da cena internacional.
Para adquirir a publicação, os interessados podem retirá-la gratuitamente no escritório nacional do partido em Brasília (Setor Comercial Norte, Edifício Brasilia Trade Center, 20º andar, sala 2010) ou na sede do Comitê Central, em São Paulo (Rua Rego Freitas, 192 - República). Para pedidos de outras localidades, o despacho deverá ser pago pelo interessado em receber o livro. Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3328-7794 e 3327-9736 ou através do e-mail presidência@pcdob.org.br.
Brasil será o país da América Latina que mais crescerá em 2010
Entre os países da América Latina, o Brasil terá a economia de maior crescimento em 2010, segundo previsão da Cepal (Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe).
De acordo com a secretária executiva da Cepal, a mexicana Alicia Bárcena, as economias da América Latina e Caribe crescerão 4,5% em 2010, acima dos 4,1% previstos há meses pelo organismo.
"O Brasil terá crescimento acima de 5,5%, talvez até 6%, seguido pelo Uruguai, Peru, Chile e Panamá, que continuam sendo economias bastante fortes", destacou Alicia.
Em dezembro do ano passado, ao apresentar o balanço preliminar de 2009, a Cepal previu que a região cresceria uma média de 4,1% após uma contração econômica de 1,9% no ano passado.
"Agora sentimos que haverá uma grande subida. Vamos anunciar estes números muito em breve, uma taxa de crescimento superior a 4,1%", disse Alicia.
A Bolívia igualmente terá um bom ano pelas suas "exportações de matérias-primas". E também a Argentina, com uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) "acima de 4%".
O México crescerá "acima de 4,1%" graças "ao maior dinamismo dos Estados Unidos".
A economista mexicana disse que, em boa medida, as melhores perspectivas se devem ao alto preço das matérias-primas nos mercados internacionais, uma das principais exportações da região especialmente da América do Sul, que em conjunto "está passando por um bom momento".
Apesar disso, os países do Caribe são motivo de preocupação para a representante da Cepal, principalmente porque ainda não superaram a crise de 2009.
Entre os países da América Latina, o Brasil terá a economia de maior crescimento em 2010, segundo previsão da Cepal (Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe).
De acordo com a secretária executiva da Cepal, a mexicana Alicia Bárcena, as economias da América Latina e Caribe crescerão 4,5% em 2010, acima dos 4,1% previstos há meses pelo organismo.
"O Brasil terá crescimento acima de 5,5%, talvez até 6%, seguido pelo Uruguai, Peru, Chile e Panamá, que continuam sendo economias bastante fortes", destacou Alicia.
Em dezembro do ano passado, ao apresentar o balanço preliminar de 2009, a Cepal previu que a região cresceria uma média de 4,1% após uma contração econômica de 1,9% no ano passado.
"Agora sentimos que haverá uma grande subida. Vamos anunciar estes números muito em breve, uma taxa de crescimento superior a 4,1%", disse Alicia.
A Bolívia igualmente terá um bom ano pelas suas "exportações de matérias-primas". E também a Argentina, com uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) "acima de 4%".
O México crescerá "acima de 4,1%" graças "ao maior dinamismo dos Estados Unidos".
A economista mexicana disse que, em boa medida, as melhores perspectivas se devem ao alto preço das matérias-primas nos mercados internacionais, uma das principais exportações da região especialmente da América do Sul, que em conjunto "está passando por um bom momento".
Apesar disso, os países do Caribe são motivo de preocupação para a representante da Cepal, principalmente porque ainda não superaram a crise de 2009.
Vereadora do PSDB acusa vice de Serra de ter “ficha suja”
A campanha do tucano José Serra à Presidência da República escolheu um político de “ficha suja” como candidato a vice, sentenciou ontem a vereadora carioca do próprio PSDB, Andrea Gouvêa Vieira, praticamente ao mesmo tempo em que, em Brasília, a convenção nacional do DEM oficializava a indicação do deputado federal Índio da Costa (RJ) para completar a chapa de Serra. Relatora da CPI que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar à época em que Índio da Costa foi secretário de Administração do Governo César Maia (2001 a 2006), Andrea apontou indícios de formação de cartel e pediu ao Ministério Público Estadual a quebra do sigilo fiscal dos envolvidos.
“O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa”, afirmou ontem a vereadora.
As referências à qualidade da ficha de Índio da Costa decorrem de sua participação, como relator indicado pelo DEM, no processo que resultou na lei que proíbe a candidatura de cidadãos com ficha suja no Judiciário. Ontem, ao aclamar a escolha de seu representante para companheiro de chapa de José Serra, o DEM exaltou essa participação como importante credencial de Índio.
A escolha do deputado fluminense como candidato a vice-presidente resultou, mais do que da insistência do DEM em entrar na chapa, da desistência do PSDB em garantir a vaga para o senador paranaense Álvaro Dias. Os tucanos desistiram porque o irmão de Álvaro e também senador, Osmar Dias (PDT), decidiu aliar-se ao PT e ao PMDB para concorrer ao governo do Paraná.
A indicação de Indio da Costa foi patrocinada pelo presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia. Na opinião da vereadora tucana Andrea Vieira, Rodrigo Maia aplicou no PSDB uma jogada de mestre: além de garantir para o DEM a vaga de companheiro de chapa de Serra, livrou-se de um concorrente na eleição para a Câmara Federal.
A campanha do tucano José Serra à Presidência da República escolheu um político de “ficha suja” como candidato a vice, sentenciou ontem a vereadora carioca do próprio PSDB, Andrea Gouvêa Vieira, praticamente ao mesmo tempo em que, em Brasília, a convenção nacional do DEM oficializava a indicação do deputado federal Índio da Costa (RJ) para completar a chapa de Serra. Relatora da CPI que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar à época em que Índio da Costa foi secretário de Administração do Governo César Maia (2001 a 2006), Andrea apontou indícios de formação de cartel e pediu ao Ministério Público Estadual a quebra do sigilo fiscal dos envolvidos.
“O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa”, afirmou ontem a vereadora.
As referências à qualidade da ficha de Índio da Costa decorrem de sua participação, como relator indicado pelo DEM, no processo que resultou na lei que proíbe a candidatura de cidadãos com ficha suja no Judiciário. Ontem, ao aclamar a escolha de seu representante para companheiro de chapa de José Serra, o DEM exaltou essa participação como importante credencial de Índio.
A escolha do deputado fluminense como candidato a vice-presidente resultou, mais do que da insistência do DEM em entrar na chapa, da desistência do PSDB em garantir a vaga para o senador paranaense Álvaro Dias. Os tucanos desistiram porque o irmão de Álvaro e também senador, Osmar Dias (PDT), decidiu aliar-se ao PT e ao PMDB para concorrer ao governo do Paraná.
A indicação de Indio da Costa foi patrocinada pelo presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia. Na opinião da vereadora tucana Andrea Vieira, Rodrigo Maia aplicou no PSDB uma jogada de mestre: além de garantir para o DEM a vaga de companheiro de chapa de Serra, livrou-se de um concorrente na eleição para a Câmara Federal.
Globo e Estadão chamam aliados do PSDB de "Demos"
Pelo menos dois sites utilizaram, pela primeira vez, o termo "Demos" para se referir ao Democratas, aliados preferenciais do PSDB na eleição para presidente da República. A referência é justamente ao "casamento Demo-tucana", restabelecido nesta quarta-feira (30). O Globo e Estadão reproduziram o material.
Por Anselmo Massad, na Rede Brasil Atual
A análise, republicada de uma agência de notícias, usa o termo para apontar que Serra conseguiu reverter a crise política instaurada pela indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), atribuindo à candidatura do irmão do político paranaense – o também senador Osmar Dias (PDT) – ao governo do estado sulista.
O texto aponta que Serra "acertou três alvos", fortalecendo a presença no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, dirimiu as insatisfações do DEM e apostou em uma figura jovem.
Antes isso, apenas em blogs do Estadão e de O Globo havia menções aos "demo-tucanos", a maior parte em comentários publicados por leitores.
Pelo menos dois sites utilizaram, pela primeira vez, o termo "Demos" para se referir ao Democratas, aliados preferenciais do PSDB na eleição para presidente da República. A referência é justamente ao "casamento Demo-tucana", restabelecido nesta quarta-feira (30). O Globo e Estadão reproduziram o material.
Por Anselmo Massad, na Rede Brasil Atual
A análise, republicada de uma agência de notícias, usa o termo para apontar que Serra conseguiu reverter a crise política instaurada pela indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), atribuindo à candidatura do irmão do político paranaense – o também senador Osmar Dias (PDT) – ao governo do estado sulista.
O texto aponta que Serra "acertou três alvos", fortalecendo a presença no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, dirimiu as insatisfações do DEM e apostou em uma figura jovem.
Antes isso, apenas em blogs do Estadão e de O Globo havia menções aos "demo-tucanos", a maior parte em comentários publicados por leitores.
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