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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mobilização total no dia 30 em defesa da redução da jornada de trabalho

O deputado Vicentinho (PT/ SP), relator da Comissão Especial, disse que o seu parecer, favorável a PEC que trata da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, será votado no próximo dia 30. A CTB quer mobilizar os sindicalistas e trabalhadores para defenderem a aprovação do parecer do relator na audiência que será realizada na Câmara dos Deputados.

Redução da jornada de trabalho sem redução salarial

Na terça-feira (02) a comissão especial da Câmara dos Deputados, que analisa a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, se reuniu com representantes das Centrais Sindicais para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga horária máxima semanal.

O diretor da CTB, Joilson Cardoso, representou o presidente da Central Wagner Gomes e disse que a redução da jornada é uma necessidade do país, pois o Brasil tem a maior jornada de trabalho na América Latina, e uma das maiores do mundo. “O tempo total de trabalho no Brasil é extenso, intenso e flexível, pois no início da década de 1990, tínhamos a flexibilização da jornada de trabalho com a hora extra, trabalho noturno e férias coletivas. Hoje temos a jornada de tempo parcial, o banco de horas e o trabalho aos domingos que prejudica a saúde dos trabalhadores . Além disso, o trabalhador gasta muito tempo para se deslocar da sua casa ao trabalho e tem que requalificar devido a implantação de novas tecnologias”, disse.

Joilson Cardoso argumentou que o impacto do custo da redução da jornada de trabalho é insignificante, apenas 1,99%, sendo que as empresas terão ganhos significativos com o aumento da produtividade. Ele destacou ainda que a redução vai gerar 2,5 milhões de empregos e vai contribuir para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. “A redução da jornada de trabalhão é uma bandeira histórica do movimento sindical, responsável pelo surgimento do Dia do Trabalhador (1º de maio) e o Dia das Mulheres (8 de março)”, afirmou.

O deputado Vicentinho (PT/ SP), relator da Comissão Especial, disse que o seu parecer é favorável a PEC que trata da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e será votado no próximo dia 30. A CTB, junto com outras centrais sindicais, vai mobilizar os sindicalistas e trabalhadores para participarem da audiência na Câmara dos Deputados.

Para Joilson Cardoso, o movimento sindical deve garantir uma grande participação dos trabalhadores no dia da votação do parecer do relator, pois a redução da jornada de trabalho está vinculada à defesa que a CTB faz de mudanças estruturais no país, em especial nas relações trabalhistas. “Se vincula à luta contra as demissões imotivadas, contra a terceirização e precarização do trabalho. Portanto, a redução faz parte da defesa de mudanças estruturais frente às ações conjunturais diante da crise do capitalismo”, concluiu.

Joilson Cardoso lembrou que as seis centrais sindicais se reuniram no dia 21 de maio com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para reivindicar que seja colocada em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Na reunião com Michel Temer as centrais entregaram uma pauta de reivindicações elaborada em conjunto pela CTB, Força Sindical, CUT, NCST, UGT, CGTB - com apoio das lideranças de seis partidos - PT, PDT, PV, PCdoB, PSB e PTB.

Além da redução da carga horária máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas,s em redução de salários, a pauta também reivindica o aumento o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. Os demais itens da pauta das centrais são:

- votação do substitutivo do relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS), ao projeto que acaba com o fator previdenciário.

- aprovação do Projeto de Lei que estabelece a política de valorização do salário mínimo;

- aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que expropria as propriedades rurais onde houver o trabalho escravo;

- aprovação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre negociação coletiva no serviço público;

- aprovação de uma lei que proíba a demissão imotivada, nos termos da Convenção 158 da OIT.

Na terça-feira (02) a comissão especial da Câmara dos Deputados, que analisa a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, se reuniu com representantes das Centrais Sindicais para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga horária máxima semanal.

O diretor da CTB, Joilson Cardoso, representou o presidente da Central Wagner Gomes e disse que a redução da jornada é uma necessidade do país, pois o Brasil tem a maior jornada de trabalho na América Latina, e uma das maiores do mundo. “O tempo total de trabalho no Brasil é extenso, intenso e flexível, pois no início da década de 1990, tínhamos a flexibilização da jornada de trabalho com a hora extra, trabalho noturno e férias coletivas. Hoje temos a jornada de tempo parcial, o banco de horas e o trabalho aos domingos que prejudica a saúde dos trabalhadores . Além disso, o trabalhador gasta muito tempo para se deslocar da sua casa ao trabalho e tem que requalificar devido a implantação de novas tecnologias”, disse.

Joilson Cardoso argumentou que o impacto do custo da redução da jornada de trabalho é insignificante, apenas 1,99%, sendo que as empresas terão ganhos significativos com o aumento da produtividade. Ele destacou ainda que a redução vai gerar 2,5 milhões de empregos e vai contribuir para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. “A redução da jornada de trabalhão é uma bandeira histórica do movimento sindical, responsável pelo surgimento do Dia do Trabalhador (1º de maio) e o Dia das Mulheres (8 de março)”, afirmou.

O deputado Vicentinho (PT/ SP), relator da Comissão Especial, disse que o seu parecer é favorável a PEC que trata da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e será votado no próximo dia 30. A CTB, junto com outras centrais sindicais, vai mobilizar os sindicalistas e trabalhadores para participarem da audiência na Câmara dos Deputados.

Para Joilson Cardoso, o movimento sindical deve garantir uma grande participação dos trabalhadores no dia da votação do parecer do relator, pois a redução da jornada de trabalho está vinculada à defesa que a CTB faz de mudanças estruturais no país, em especial nas relações trabalhistas. “Se vincula à luta contra as demissões imotivadas, contra a terceirização e precarização do trabalho. Portanto, a redução faz parte da defesa de mudanças estruturais frente às ações conjunturais diante da crise do capitalismo”, concluiu.

Joilson Cardoso lembrou que as seis centrais sindicais se reuniram no dia 21 de maio com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para reivindicar que seja colocada em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Na reunião com Michel Temer as centrais entregaram uma pauta de reivindicações elaborada em conjunto pela CTB, Força Sindical, CUT, NCST, UGT, CGTB - com apoio das lideranças de seis partidos - PT, PDT, PV, PCdoB, PSB e PTB.

Além da redução da carga horária máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas,s em redução de salários, a pauta também reivindica o aumento o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. Os demais itens da pauta das centrais são:

- votação do substitutivo do relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS), ao projeto que acaba com o fator previdenciário.

- aprovação do Projeto de Lei que estabelece a política de valorização do salário mínimo;

- aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que expropria as propriedades rurais onde houver o trabalho escravo;

- aprovação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre negociação coletiva no serviço público;

- aprovação de uma lei que proíba a demissão imotivada, nos termos da Convenção 158 da OIT.

terça-feira, 2 de junho de 2009

GM do Brasil vai fazer parte da 'nova GM', diz presidente
Subsidiária reforça independência e anuncia novos investimentos. Executivo diz que empresa não será afetada pela reestruturação da matriz.
Jaime Ardila
"Vamos mudar de dono, ser parte da 'nova GM'. Mas não somos parte do processo de recuperação judicial". Com essa afirmação, o presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, garantiu nesta terça-feira (2) que a subsidiária não será afetada pelo processo de reestruturação da matriz. Em entrevista concedida na fábrica da montadora em São Caetano do Sul, no ABC
paulista, Ardila acrescentou que a GM do Brasil mantém os investimentos no país que chegam hoje a US$ 2,5 bilhões - que começaram a ser aplicados em 2007 e vão até 2012.
O valor será voltado para o desenvolvimento de novos produtos e ampliação de fábrica. De acordo com o presidente da GM do Brasil e Mercosul, o Brasil além de ter recursos próprios para realizar os investimentos, vende serviços de engenharia e design para outras fábricas da montadora pelo mundo.
Assim, nos últimos três anos, arrecadou receita líquida de US$ 430 milhões. "Somente em 2008, tivemos renda de US$ 165 milhões em serviços tecnológicos prestados para fábricas em outros países", observou Ardila sobre a independência financeira da subsidiária. Desde 2006, quando as operações no país voltaram a lucrar, a GMB não recebe recursos da matriz.
Mercado brasileiro
Ardila reforça ainda que o mercado brasileiro continua a ser o terceiro mais importante para a montadora. Segundo ele, a marca Chevrolet registrou em maio a venda de 47.800 unidades, ou seja, superou em 2% as vendas de maio de 2008, que havia sido um dos melhores meses em vendas para a montadora, e 17% acima de abril de 2009. "Temos uma confiança muito grande que o mercado brasileiro vá continuar forte", afirma Ardila. Segundo ele, a GM continua com participação de mercado acima de 20% no Brasil, o que é meta da montadora.
Reforço de US$ 1 bilhão
Dos US$ 2,5 bilhões que a GM investe no país, US$ 1 bilhão foi anunciado hoje como reforço que, segundo o executivo, a GM do Brasil tem recursos próprios para isso, entretanto, vai avaliar no futuro se irá financiar uma parte em bancos como o BNDES e o Banco do Brasil.
Projeto Viva
O que a GM pode divulgar agora é que US$ 500 milhões deste total já foram investidos no projeto Viva - uma nova linha de automóveis - que terá como base o conceito GPiX exibido no Salão do Automóvel de São Paulo de 2008. O primeiro produto da nova linha, um hatch nos padrões do Corsa, começa a ser fabricado na Argentina no segundo semestre deste ano.
Este será o principal lançamento da General Motors no Mercosul. Para 2010, estão previstos mais quatro lançamentos, entre eles, mais um modelo da linha Viva.
Outra parte do investimento será destinada para a nova fábrica de motores de Joinville (SC), que aguarda autorização ambiental para terminar a terraplanagem e começar a construção das estruturas.
Outros US$ 500 milhões serão voltados para o desenvolvimento de novas plataformas de veículos para projetos futuros.
Empregos
Jaime Ardila afirma que as fábricas da GM no país produzem em capacidade máxima, mas isso não significa que a empresa vá fazer novas contratações no momento. Segundo o presidente da GM do Brasil, a montadora está em negociação com sindicatos do setor automotivo para aumentar as horas trabalhadas. "Para nós é mais interessante pagar horas extras do que fazer novas contratações porque o mercado está muito volátil", diz.
"Garantimos ao governo que iríamos manter os níveis de emprego até o momento em que o benefício da redução do IPI fosse prorrogado. Quando esse benefício acabar (a previsão é 30 de junho), vamos ver como o mercado vai se comportar e se iremos fazer novos contratos."
Opel
Em relação à venda de parte da Opel - 35% da filial europeia continuará sendo da GM, 10% serão dos funcionários da montadora, 20% da Magna e 35% do banco russo Sberbank - Ardila destaca que nada será mudado. Segundo ele, o Brasil trará apenas uma plataforma desenvolvida na Europa.
Como a engenharia da GM é globalizada, o país poderá tanto desenvolver novos produtos quanto importar de qualquer outro país que tenha um centro de engenharia. Ou seja, a Chevrolet não depende da engenharia da Opel para ter produtos. "O Meriva, por exemplo, foi desenvolvido no Brasil e logo depois foi para o mercado europeu", exemplifica Ardila.
O executivo reforça que a GM do Brasil produzirá carros desenvolvidos na Coreia do Sul. Em relação às importações de produtos dos Estados Unidos, Ardila diz que é possível que cheguem veículos fabricados nas plantas norte-americanas apenas para complementar a linha de produtos. O volume importado de cada produto seria abaixo de 15 mil unidades por ano. "Para compensar a produção local, é preciso ter vendas acima de 20 mil unidades."
Ford vai aumentar a produção para atrair clientes da GM

Montadora dos EUA vai crescer em 10% capacidade produtiva. Ford é a única das grandes que não pediu dinheiro ao governo.

A Ford, a única fabricante de veículos dos Estados Unidos que não declarou falência, aumentará sua produção para ganhar mais participação de mercado, enquanto a Chrysler e a General Motors (GM) pararam muitas máquinas durante a reestruturação de suas operações, informou a empresa nesta segunda-feira (1º).

Ao contrário das rivais, a Ford manterá em atividade as fábricas na América do Norte e, no terceiro trimestre, aumentará a produção das linhas de montagem em 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No total, montará 150 mil automóveis e 310 mil caminhonetes entre julho e setembro. A Ford ganhou fatia de mercado nos últimos meses, ao mesmo tempo em que os problemas econômicos das concorrentes nos Estados Unidos se agravaram.

Nesta segunda-feira (1º), a GM apresentou pedido de concordata, enquanto a Chrysler declarou falência em 30 de abril e deve sair dessa situação nos próximos dias, segundo disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A Ford temia que o afundamento desordenado dessas companhias a prejudicasse, ao afetar fornecedores de peças que também abastecem as três gigantes de Detroit.

"Não prevemos nenhum grande transtorno em nossas operações como consequência das notícias de hoje", disse a companhia em comunicado.

"Compartilhamos a esperança do presidente Obama de que a quebra da GM seja controlada e ordenada", afirmou Ford, que destacou a importância de manter "a estabilidade da cadeia de provisões e de garantir que emerja uma indústria automobilística americana saudável deste período econômico difícil".

A Ford suportou sem assistência pública a interrupção brusca da demanda de veículos nos Estados Unidos. No comunicado de hoje, a firma reiterou sua intenção de não solicitar ajudas federais, apesar de, no ano passado, ter perdido US$ 14,7 bilhões.
Vendas de veículos aumentam 5,35% no mês de maio

Ao todo foram comercializadas 388.510 unidades no período.Resultado não foi melhor porque caminhões registram queda de 8,83%.

Após queda de 11,8% nas vendas de abril, o mercado automobilístico brasileiro se recuperou em maio, quando resgistrou crescimento de 5,35% sobre o mês anterior. Ao todo, foram 388.510 unidades emplacadas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores(Fenabrave).

Veja ao final desta reportagem os dez carros mais vendidos em maio

O desempenho aponta para a estabilização do mercado de forma positiva, já que o resultado de abril sofreu distorções. Isso porque os consumidores haviam antecipado as compras com receio do fim da redução do IPI (que acabou prorrogada).

O resultado só não foi melhor porque o mercado de caminhões sofreu queda de 8,83% no período, para 7.642 unidades. O segmento depende das exportações para países em crise econômica. Consequentemente, as vendas de implementos rodoviários caíram 22,02%, para 3.074 unidades.

Além da queda das exportações, o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, aponta como obstáculo a falta de frete no país. “Os usineiros estão com dificuldade no caixa. Há baixo transporte no setor de mineração e existe também a sazonalidade no segmento agrícola”, observou em nota. De acordo com o presidente da entidade, o volume de emplacamentos de caminhões é maior durante o período de safra.

Automóveis e comerciais leves

Em sentido oposoto, o aumento das vendas de automóveis e comerciais leves chega a 5,78%, com 237.388 unidades em maio frente 224.413 em abril. O resultado é 3,22% maior em comparação ao registrado em maio de 2008, quando foram emplacadas 229.976 unidades.

Para Sérgio Reze o mercado se manterá no patamar médio de 220 mil unidades vendidas por mês até o final do ano. Assim, maio fecha com volume acima do esperado. Segundo Reze, mesmo que pela pior previsão o segmento de automóveis e comerciais leves caia 2,55% o setor ainda estará em vantagem.

Motos

A recuperação também foi positiva no segmento de motocicletas, que cresceu 6,44% no período, com 134.747 unidades comercializadas em maio, contra 126.592 no mês anterior.

Embora o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) tenha autorizado a criação de uma linha de crédito especial de R$ 100 milhões, para financiar a compra de motocicletas de até 150 cilindradas, o reflexo da medida ainda não refletiu nas vendas. Com isso, o resultado de junho deverá ser ainda mais positivo.

Acumulado

Embora o mercado ainda sofra oscilações, o acumulado de janeiro a maio é o melhor da história da indústria automobilística nacional. Ao todo, foram emplacados no período 1.103.832 unidades de automóveis e comerciais leves, crescimento de 0,78% em relação ao mesmo período de 2008. Entretanto, ao acrescentar as vendas de caminhões, ônibus e motos, o ano de 2008 ainda é o melhor. De janeiro a maio de 2008 foram vendidas 1.151.358 unidades, contra as 1.149.682 registradas este ano – queda de 015%.

Ao considerar também os emplacamentos de motocicletas e implementos rodoviários a redução é de 7,8%: foram 1.815.373 de vendas totais neste ano, contra 1.968.862 unidades vedidas entre janeiro e maio de 2008.

Participação no mercado

A Volkswagen é líder de vendas de automóveis no acumulado deste ano, com 26,24% de paricipação. Em segundo lugar aparece a Fiat, com 25,16%; seguida da General Motors, com 19,55%. Em quarto lugar, a Ford tem 10,15% do mercado nacional, seguida pela Honda, em quinto, com 4,72%. As outras cinco montadoras que completam a lista das dez maiores são: Renault (4,22%), Peugeot (3,22%), Citroën (2,65%), Toyota (2,16%) e NIssan (0,70%).

No segmento de comerciais leves, a Fiat é líder, com 22,03% de market share, seguida da General Motors (17,48%), Ford (14,19%), Volkswagen (11,12%), Hyundai (7,7%), Mitsubishi (7,52%), Toyota (6,79%), Honda (3,08%), Kia (2,29%) e Nissan (1,38%).

Os mais vendidos

1º VW Gol: 23.725 unidades
2º Fiat Palio: 16.612
3º Fiat Uno: 14.382
4º VW Fox/Crossfox: 13.105
5º Chevrolet Corsa Sedan: 10.782
6º Chevrolet Celta: 10.551
7º Fiat Siena: 9.595
8º Fiat Strada: 7.674
9º VW Voyage: 7.072
10º Ford Ka: 6.527
Peugeot está aberta a alianças, diz executivo

Montadora francesa pode fazer parcerias, segundo jornal. Família não abre mão de controle da empresa.

A montadora francesa Peugeot declarou estar aberta a qualquer tipo de aliança, frente às dificuldades enfrentadas pela indústria automobilística, sob a condição de que a família Peugeot mantenha sua presença central, informou o jornal francês Les Echos nesta segunda-feira (1).

Numa versão antecipada de sua primeira página da edição de terça-feira, o jornal cita o presidente do Conselho Supervisor da Peugeot Citroën PSA, Thierry Peugeot, como dizendo que a Peugeot consideraria qualquer tipo de aliança ou parceria acionária.

A única condição seria a família Peugeot permanecer como acionista relevante, disse ele, segundo o jornal.
GM não pedirá concordata no Canadá

Canadá emprestará US$ 9,5 bilhões em troca de participação na empresa. Governo pretende ficar oito anos ligado à montadora.

A General Motors Canada Limited anunciou que seu plano de reestruturação foi aprovado pelos governos federal e da província de Ontário. Isso mais os acordos alcançados com as principais partes interessadas permitirão que a GM do Canadá complete sua reorganização sem ter de pedir concordata. A proteção judicial pedida pela montadora nos EUA não deverá afetar as operações canadenses, de acordo com informe da companhia.

O Canadá emprestará US$ 9,5 bilhões em troca de uma participação de 11,7% na unidade da GM no país e mais US$ 400 milhões em ações preferenciais. De acordo com uma fonte, o governo canadense pretende sair completamente da companhia oito anos após a realização de uma oferta pública de ações que será realizada em 2010. "Concordamos com o Departamento do Tesouro dos EUA que deveremos sair em, no máximo, oito anos", disse a fonte do governo.

O Canadá venderá uma parcela mínima de 5% de suas ações na subsidiária da GM a cada ano. "A única condição para isso é que não venderemos nossas ações em épocas que sejam prejudiciais para o valor desses papéis."

Enquanto isso, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse que o socorro financeiro do governo do país à General Motors Corp. e à Chrysler LLC será responsável pela maior parte do aumento no crescimento do déficit federal projetado para o atual ano fiscal, que deverá chegar a 50 bilhões de dólares canadenses (US$ 46 bilhões), de 33,7 bilhões estimados em janeiro. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Juiz de falências aprova venda da Chrysler para Fiat

Decisão abre caminho para que a Chrysler saia do regime de concordata.Os credores da Chrysler receberão US$ 2 bilhões.

Um juiz de falências americano aprovou na noite de domingo (31) a venda da montadora Chryslyer para a italiana Fiat, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira. A decisão abre caminho para que a Chrysler saia do regime de concordata, um mês depois do anúncio da medida.

Após três dias de audiências, incluindo 12 horas dedicadas na sexta-feira a ouvir todas as partes envolvidas, o juiz de Nova York responsável pelo caso, Arthur Gonzalez, aprovou o plano de reestruturação apresentado pela terceira maior montadora americana e respaldado pelas autoridades.

O plano prevê a criação de uma "nova" Chrysler, denonimada "New Co", que será controlada por um consórcio no qual a Fiat tem 20% e se reserva uma opção para aumentar a participação a 35%. Um fundo administrado pelo sindicato UAW tem 68% da sociedade e 12% estão nas mãos dos governos americano e canadense.

Os credores da Chrysler receberão US$ 2 bilhões, o que representa uma redução de dois terços da dívida do grupo.

O juiz rejeitou as objeções das diferentes partes - concessionárias, fabricantes de autopeças e credores - que durante as audiências manifestaram contrariedade ao plano.

Obama aprova acordo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que a decisão da justiça de Nova York abre o caminho para a saída da Chrysler da concordata, dando uma segunda chance à empresa.

"Há apenas um mês, o próprio futuro desta grande empresa americana parecia comprometido. Hoje, graças ao compromisso substancial do governo americano e aos difíceis sacrifícios consentidos por todas as partes envolvidas, a Chrysler tem uma segunda oportunidade", afirma Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca.
General Motors recorre à concordata nos EUA

Montadora receberá mais de US$ 30,1 bilhões em ajuda dos EUA.Governo americano terá 60% da empresa e o canadense terá 12%.

A General Motors acaba de pedir proteção do Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana para garantir a sobrevivência de suas operações. Tribunal de Falências de Nova York confirmou o pedido nesta segunda-feira (1º). Essa é a maior concordata da história da indústria nos Estados Unidos.

Entenda o Capítulo 11 da lei de falências dos EUA

O presidente americano, Barack Obama, deve falar às 12h55 (de Brasília) sobre a reestruturação da indústria automobilística. Em um comunidado emitido antes do pronunciamento, Obama declarou: "Hoje será um dia histórico para a empresa: o fim da ex-General Motors e o começo de uma nova".O diretor geral da GM, Fritz Henderson, deve em seguida dar uma entrevista à imprensa, às 13h15 (de Brasília), em Nova York.

Com a concorada, a GM receberá mais de US$ 30,1 bilhões em ajuda do governo dos Estados Unidos, que terá 60% do capital da empresa. No total, a administração norte-americana irá injetar na companhia US$ 50 bilhões, sendo que US$ 20 bilhões já foram liberados, quando a indústria automobilística local pediu ajuda financeira para fugir da falência.

Concordata da GM não afetará operações no Brasil, diz montadora

O montante será reforçado por US$ 9,5 bilhões dos governos do Canadá e da província de Ontário, que ficarão com 12% das ações. O fundo de previdência dos funcionários da GM assumirá 17,5% do pacote acionário. Outros 10% ficarão nas mãos dos antigos credores proprietários de obrigações não garantias que aceitaram o plano de reestruturação.

O processo de concordata durará entre 60 e 90 dias e resultará no fechamento de 11 fábricas. De acordo com a General Motors, as operações na China e no Brasil serão mantidas.

Mas em um sinal de progresso no esforço do governo, um juiz de falências aprovou a venda de praticamente todos os ativos da Chrysler para um grupo liderado pela italiana Fiat. A recuperação judicial da Chrysler, também financiada pelo Tesouro norte-americano, era vista como um teste para uma reorganização da GM, que é muito maior e complexa que a da rival.

Confira os principais pontos da concordata da GM

Sacrifícios compartilhados

- A GM deverá de manter rentável com 10 milhões de veículos vendidos nos Estados Unidos por ano. Até o momento, seu ponto de equilíbrio era uma venda anual de 16 milhões de veículos;

- O sindicato dos trabalhadores do setor automotivo (UAW) fez concessões importantes nos salários e na cobertura de saúde para os seus aposentados;

- Os credores aceitaram trocar os US$ 27,1 bilhões de dólares de dívidas por 10% das ações da nova empresa;

- A GM vai fechar 11 fábricas e interromper a produção em outras três, mas ainda não foram especificadas quais.

A criação da Nova GM

- O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos vai liberar US$ 30,1 bilhões para ajudar a GM durante a sua reestruturação. Em troca, o governo norte-americano terá 60% do controle acionário da nova sociedade;

- O Canadá e a província de Ontário (onde a GM tem várias fábricas) vão desembolsar US$ 9,5 bilhões e receberão 12% das ações;

- A nova GM vai criar um fundo encarregado de financiar a cobertura dos planos de saúde dos aposentados. Este fundo contará com 17,5% do capital acionário e recebirá bônus que lhe permitirão adquirir mais 2,5%;

- A nova GM terá muito menos dívidas e um balanço de capital que lhe permitirá reinvestir em suas atividades;

- A nova empresa vai desenvolver carros compactos e menos poluentes

A gestão do governo dos EUA

- O governo norte-americano declarou que não deseja contar com a participação do capital acionário da empresa mais tempo do que o necessário; - O governo não vai interferir na gestão da empresa.

As garantias

- A GM continuará honrando as garantias oferecidas aos consumidores que compraram seus automóveis.

O processo de reestruturação

- Durante a sua reestruturação a GM funcionará normalmente